sexta-feira, maio 18

pé-no-saco-zen


Trago um trecho que considero particularmente importante, a respeito da compreensão de quem você é. Ao se dar conta que tudo é Consciência, que você é Consciência, tome isso com muito carinho. De maneira nenhuma essa percepção pode se passar por uma permissão para que você seja isento de qualquer responsabilidade pela qual, obviamente, você venha a ser responsável.

Osho dizia: "Responsabilidade é a habilidade de responder". É isso! Seja responsável, nesse sentido. Seja hábil em responder às situações. Conta-se que quando Sócrates foi acusado e envenenado, alguém o disse: "Você vai morrer!" Ao que ele respondeu: "Vocês todos também". Ele não estava brigando com a situação, ele respondeu à situação. Porém, diante da visão da Consciência que ele é, a resposta surgiu clara e tranquila.

O que aprendemos comumente é a negar aquilo ao qual somos responsabilizados. Quase que automaticamente, você reage: "Não fui eu!". E aqui entra a parte curiosa, algumas pessoas têm acesso à Satsang e se dão conta do abismo que há entre elas e o ego. Porém, a mente entra pela porta de trás e aparece com os velhos hábitos. É aí que você deve estar atento. Porque de repente você está tendo acesso a um novo discurso, mas não seja um papagaio. Ouço algumas pessoas dizerem: "Não fui eu que fiz isso, foi meu ego". Ora! O nome disso é "pé-no-saco-zen". Se não foi você, de verdade, e isso está realmente cristalino, não tem como nem sequer essa afirmação aparecer.

O que foi feito, responsabilidade. Se você estiver realmente disposto a assumir que você não é o seu ego, eu topo. Mas que isso não seja apenas um discurso, uma repetição de algo que você ouviu. E se isso for realmente verdade, nasce sinceridade e humildade. Seja carinhoso e elegante com aquilo que está sendo revelado à você. Viver o que Satsang propõe é de uma beleza absurda, não pode gerar feiúra.

Uma coisa é certa: enquanto houverem objetos, tem sujeito. E enquanto houver sujeito, tem objetos. Uma coisa não vem sem a outra. Veja quem você é e desaparece o sujeito e os objetos. 

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