quarta-feira, janeiro 11

o corpo sumido: você!

















Iluminar não é ver o sentido de tudo, é ver que não há sentido em lugar nenhum. Não existe o menor sentido no âmbito dos objetos, tudo pode acontecer, assim está posto.

Comece a duvidar que você seja o que você está imaginando. O que você tem a perder? Se você não for nada do que você está imaginando, eu pergunto, o que você perderia diante dessa revelação? Observe o que é “isso” que você insiste instintivamente em preservar. Esteja certo de que, diante disso, só lhe restará uma grande gargalhada ou um mar de lágrimas.

O que o mantém cego, iludido quanto à Realidade, é olhar para fora. É isto que o faz acreditar piamente que você seja o corpo e a mente. Mas, investigue: todas as noites seu corpo dorme e você deixa de ser ele. Enquanto você está dormindo, poderia cair uma bomba atômica e você não teria o menor envolvimento com o ocorrido. Seu corpo, simplesmente, sumiria num micro segundo.

O segredo que Satsang compartilha é que você é a Observação presente exatamente agora, exatamente aqui. Que esforço precisa ser feito para ser o que você já é? Que esforço você precisa fazer para estar aqui? O que lhe é exigido para que você esteja no agora? Já parou para perceber?

Inúmeras tradições nos envenenaram com a ideia de que deveríamos fazer algo, passar por uma série de ritos e princípios para chegar ao paraíso. O convite neste momento é para que você pare e veja que este que você chama de “eu” acontece dentro d’Aquilo que, de fato, é Você – e isto é perfeito e está em todos os lugares, portanto, não pode ser alcançado num outro tempo e num outro lugar senão aqui e agora. Ou seja, as tradições impossibilitam a visão clara de que o paraíso é aqui e agora e que não absolutamente nada além disso. Veja!


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